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Confira as notícias abaixo.
Conheça o programa "De Olho no Diabetes"

Mais de 415 milhões de pessoas ao redor do mundo foram diagnosticadas com diabetes e estima-se que em 2040 esse número atinja mais de 642 milhões de indivíduos. Muitos pacientes não sabem das complicações oculares relacionadas ao diabetes, como o edema macular diabético, e, quando descobrem, a perda da visão se torna o maior temor.

Pensando nisso, conversamos com profissionais da área da saúde preocupados com essa questão, e assim nasceu o De Olho no Diabetes. Este movimento visa a conscientização de pessoas com diabetes sobre a importância de um bom controle da doença e dos cuidados com a visão, evitando assim uma série de problemas, como o edema macular diabético, e até a perda irreversível da visão.

O objetivo do De Olho no Diabetes é disponibilizar, em um só local, informações, notícias, serviços e atividades relacionadas à saúde ocular das pessoas com diabetes. Queremos chamar atenção para os riscos e formas de prevenção das doenças da visão e ajudá-las a agir, já que hoje em dia a maioria das complicações nos olhos relacionadas ao diabetes tem tratamento.

Além disso, oferecemos uma plataforma de busca online de especialistas e centros de referência no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de diabetes (endocrinologista) e em cuidados com a visão (oftalmologistas) desses pacientes, para que possam encontrar apoio perto de casa ou do trabalho, por meio de uma busca simples via CEP.

Fonte: Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

Catarata é responsável por quase 50% dos casos de cegueira

Catarata é responsável por quase 50% dos casos de cegueira no mundo A catarata é uma doença que ataca milhões de pessoas em todo o mundo, sendo a causa mais comum a senil, ou seja, o envelhecimento natural do cristalino ao longo da vida. Há também a catarata congênita, na qual o bebê já nasce com a enfermidade (forma mais rara), e de causas secundárias, como o uso crônico de corticoide, doenças metabólicas, diabetes, uveítes (inflamação intraocular). Os sintomas podem incluir visão desfocada, diminuição de sensibilidade às cores, halos à volta das luzes, dificuldade em observar luzes brilhantes e de enxergar durante a noite. Poderá também afetar a condução, a leitura ou o reconhecimento de rostos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a catarata é responsável por 47,8% dos casos de cegueira no mundo, acometendo principalmente a população idosa.

Na realidade, o termo “catarata” é dado para qualquer tipo de perda de transparência do cristalino, lente situada atrás da íris, seja ela congênita ou adquirida, independentemente de causar ou não prejuízos à visão. Ela pode ocorrer em apenas um ou em ambos os olhos, dependendo da causa. Geralmente, é bilateral e assimétrica, ou seja, pode estar mais avançada em um dos olhos. Pode também ser unilateral se for secundária à doença ocular ou ao trauma do olho acometido. Hoje, é possível a redução da dependência dos óculos, tanto para longe quanto para perto, com implante de lentes intraoculares de foco estendido ou trifocais.

“A catarata é uma opacidade parcial ou total do cristalino, lente natural do olho localizado atrás da pupila. É composto basicamente por água e proteínas. As proteínas do cristalino têm características próprias e são responsáveis pela sua clareza e transparência. Com o envelhecimento dos olhos, a estrutura dessas proteínas se altera, o que provoca perda gradual da transparência do cristalino”, esclarece o oftalmologista Paulo Silvério Coelho Baeta, especialista em cirurgia de catarata e vítreo retiniana, da Clínica Alcance.

O especialista explica que essa mudança pode ser devida a diversos fatores, que se dividem entre congênitos e adquiridos.

Entre as adquiridas, destacam-se: senil, tipo mais comum de apresentação. Ocorre a perda da transparência do cristalino ao longo dos anos. No entanto, o tempo de aparecimento pode variar entre indivíduos e famílias diferentes; traumática, tipo mais comum de catarata unilateral em indivíduos jovens. Pode ser causada por trauma penetrante, trauma contuso, radiação e descarga elétrica; induzida por medicamentos, causada principalmente pelo uso de corticosteroides, dependendo da dose, duração do tratamento e susceptibilidade individual. Outros exemplos são amiodarona, ouro, alopurinol, clorpromazina; e secundária, decorrente de uma doença ocular primária. Entre as causas estão a inflamação intraocular (uveíte), glaucoma agudo, alta miopia e distrofia hereditária do fundo do olho.”

Olho antes de ser cortado pelo laser (A), e depois, quando o cirurgião remove o cristalino, durante o procedimento de retirada da catarata (B) (foto: Science AAS/Divulgação)

Já as congênitas ocorrem em aproximadamente três em cada 10 mil nascimentos, dos quais 60% são bilaterais. A causa principal é a mutação genética. Mas também ocorre devido a anormalidades cromossômicas, desordens metabólicas e infecções durante a gravidez, como a rubéola. E, ainda, pode ser consequência de um processo hereditário.

Fonte: Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

Primeiro exame de vista

Muitas crianças só são levadas ao oftalmologista por dificuldade de enxergar a lousa em sala de aula, mas o primeiro exame de vista do bebê, conhecido como Teste do Olhinho, deve ser realizado ainda na maternidade, por um pediatra treinado, explica o dr. Adamo Lui Netto, pai de Aline, Giovana e Tatiana, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Depois, é preciso levar a criança ao oftalmologista com 1 ano de idade, aos 3 anos e, a seguir, antes de ingressar na escola e depois de iniciar a vida escolar, podem ser feitos de dois em dois anos, caso não haja indicação de frequência maior.

Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que 50 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de distúrbio de visão e que 60% dos casos de cegueira e deficiência visual poderiam ser evitados se o tratamento tivesse sido feito a tempo. Por isso, é fundamental levar seu filho ao oftalmo.

É um exame simples, rápido e indolor, realizado com um aparelho chamado oftalmoscópio direto, com o qual o médico examina os olhos da criança. Deve ser realizado numa sala escura, com um auxiliar segurando o bebê, para garantir que o examinador tenha fácil acesso aos olhos do paciente. O oftalmoscópio deve ser posicionado a uma distância aproximada de 30 cm de cada olho.

Um reflexo vermelho homogêneo, simétrico e regular deve ser visto em ambos os olhos. O exame é realizado em mais ou menos 5 minutos e pode ser realizado por um pediatra treinado.

Quando é detectado o reflexo vermelho em ambos os olhos o resultado do exame é considerado normal. Se houver dificuldade em detectar o reflexo vermelho, a criança deve ser examinada pelo oftalmologista com exames mais específicos, para verificar eventuais doenças oculares.

O teste do olhinho pode detectar doenças que causem obstrução do eixo visual por opacidade, como catarata, glaucoma, opacidades da córnea, hemorragias no vítreo, e inflamações e tumores intra-oculares, entre outros. Ele é fundamental para que o diagnóstico e tratamento sejam realizados de maneira precoce, evitando a redução permanente da acuidade visual.

O exame está disponível em grande número de hospitais, mas ainda não em todos. O exame é obrigatório por lei nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo.

Fonte: Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo